Ela lê um livro do outro lado da rua.
Esperando por alguém que ela nunca vai encontrar.
Fala sobre o efeito de café por uma hora ou duas.
Ela se pergunta porque estou sempre de bom humor.
Matando tempo antes de ela arrumar suas coisas.
Ela precisa de ajuda e eu virei seu criado.
Ela nunca vai saber o quanto significa pra mim.
Vou jogar seu jogo mas dessa vez sou o juiz.
Entregue.. cada palavra, cada pensamento, cada som..
Entregue.. cada toque, cada sorriso, cada fronha..
Entregue.. toda a dor que aguentamos até agora..
Entregue.. toda a esperança que eu perdi e você achou..
Entregue-se para mim..
Mesmo eu sabendo o que estou procurando.
Ela tem uma parede de tijolos logo depois da porta.
Eu viajaria no tempo e confessaria para ela.
Mas tenho medo de ela matar o mensageiro.
Entregue.. cada luta, cada duvida, cada lamento..
Entregue.. cada dia, cada chuva, cada noite..
Entregue.. toda culpa que tínhamos um com o outro..
Entregue.. todo o pedaço de mim que ainda tem em você..
Entreguei.. todo amor e não sei o porque do meu tormento..
Acabei achando uma flor em um matagal.
Procurei até minhas mãos sangrarem.
Mas essa flor não pertence à mim.
Porque essa flor não pertence à mim?
Tua flor me deu alguém pra amar, e quanto a mim? Você assim e eu, por final sem meu lugar
ResponderExcluirE eu tive tudo sem saber quem era eu, eu que nunca amei a ninguém, pude, então, enfim, amar... vai!