Se essas paredes pudessem falar, eu diria tudo à elas.
Mesmo assim ainda me perguntaria se elas haviam escutado.
Estou totalmente sozinho aqui em cima.
E meu oxigênio todo foi esgotado.
Mas meu objetivo ainda é o satélite.
Um astronauta sem capacete.
Lentamente procurando uma saída..
Um torniquete de fofocas envolvem uma bajulada mesa de xadrez.
Seu carisma é um metronomo.
Seu humor como as ondas do mar.
Um cliché do espaço e tempo.
A história que pretende não voltar..
Essa fonte de antídotos, logo secará.
A autópsia de uma causa provável.
Feridas cicatrizadas re-abrindo.
Agora lhe pergunto se machuca.
Dançando em querosene, em baixo de uma chuva flamejante.
O professor, um dia, tu ensinará.
A música morreu.
Não faz diferença.
Nosso diálogo com palavras bonitas, ou nosso alfabeto com letras coloridas.
Nossas raízes virão para nos enraizar, perfurando em fragmentos minúsculos.
E ficaremos presos, tendo que aguentar nosso próprio ego.
Vão nos enterrar vivos na mesma tumba.
Você vai berrar, como você fazia quando julgava outros.
Então um dia vão encontrar nossos fósseis entrelaçados.
E caso você não tenha percebido, já estamos mortos.
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